Para realizar o sonho de serem pais e mães, muitos casais precisam da ajuda de voluntários que cedam o próprio material genético para possibilitarem os procedimentos de reprodução.

Nos últimos anos, o uso de gametas doados para reprodução assistida, por exemplo, cresceu exponencialmente e, apesar de a doação de sêmen ter crescido mais de 500% só no Brasil, ainda há pouca informação sobre o assunto, porque a exigência do anonimato para os doadores de sêmen costuma reduzir, e muito, a frequência dos diálogos a respeito do procedimento.

Por isso é natural que quem busque por essa ajuda se sinta curioso sobre quem são voluntários e como é a metodologia laboratorial.

Por isso é importante frisar que na legislação brasileira, a comercialização do material genético é proibida e a captação do material para fins de reprodução deve ser sempre feita de maneira anônima.

A seleção dos doadores de sêmen

Para poder fornecer o melhor material genético para casais que tenham interesse em ter filhos, o doador de sêmen precisa receber um tratamento cuidadoso que engloba especificações sobre abstinência sexual (é necessário não praticar sexo nos dias que antecedem a doação) e todo procedimento avaliatório que ajuda a garantir um material genético de qualidade. Por isso a cada 15 pretendentes a doadores de sêmen, somente um é escolhido para o procedimento.

A seguir, veja alguns exames aos quais os pretendentes a doadores, são submetidos:

Espermograma: Realiza-se o espermograma para verificar aspectos gerais do material, e se aprovado nesse exame, o doador é submetido a uma avaliação médica cuidadosa, para verificar se há a possibilidade de doenças hereditárias. Como o procedimento é minucioso, a triagem com o médico garante que somente os doadores de sêmen com o melhor material sejam admitidos nas avaliações seguintes.

Exames sorológicos: Também são realizados. Para eles só são aceitos os resultados negativos.

Espermocultura: É a fase em que é avaliada a saúde geral do material, qualidade, desempenho, e etc. Com a finalidade de eliminar qualquer possibilidade de contaminação.

Todos esses exames são repetidos a cada doação e o material genético fornecido pelos doadores, só pode ser utilizado quando todos esses testes respondem negativamente para contaminações de quaisquer natureza.

E todos os aspectos do trabalho técnico têm o apoio de equipamentos de última geração.  Depois desses procedimentos o material é conservado em nitrogênio líquido, onde pode ficar guardado por anos sem sofrer alterações na sua qualidade.

O anonimato dos doadores de sêmen

Nos Estados Unidos, o cadastro de doares de sêmen é muito mais detalhado. Lá, a legislação permite a comercialização do material, e por isso, os registros contam detalhes como, por exemplo, informações sobre a profissão, aspectos da personalidade e até fotos.

Já no Brasil, os cadastros de doadores de sêmen devem ser sigilosos, e para garantir isso, o doador de sêmen recebe um número interno de registro, ao qual nem mesmo o doador tem acesso. Assim, é possível escolher os doadores através dessa identificação.

Mesmo assim são permitidas informações relacionadas aos aspectos gerais do doador, como a etnia, altura, peso e outras informações técnicas a respeito do material. É a ciência e a tecnologia em favor da realização do maior sonho de muitas pessoas.

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