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Você já ouviu falar sobre a Herpes Zoster, Cobreiro ou Zona? Saiba mais aqui!

Para aqueles que nunca ouviram falar nesta doença, o primeiro ponto a ser esclarecido é que a Herpes Zoster e a Herpes labial e genital só têm em comum o nome! Cada uma é causada por um vírus diferente.

A herpes zoster, também conhecida como Cobreiro ou Zona, é uma infecção causada pelo vírus Varicella zoster, o mesmo originador da catapora. Segundo o Jornal da Universidade de São Paulo (USP), este vírus está presente em 95% da população!

Levantamentos feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) demonstram que, em média, 10 mil pessoas são internadas em virtude de complicações virais causadas pelo V. zoster todos os anos.

Os dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos são ainda mais preocupantes, 1 a cada 3 pessoas desenvolverá herpes zoster em algum momento da vida.

Mas… como a herpes zoster se manifesta?

herpes zosterO que ocorre é o seguinte: Após a catapora se manifestar o danado do V. zoster pode ficar “escondido” nos gânglios nervosos [nervos], geralmente na região da coluna e na face. Então, por uma queda na imunidade, o vírus que estava em adormecido, pode acordar e começar a agir.

Ao se manifestar, o vírus faz um passeio das vias nervosas até a pele, acompanhando o sentido do nervo, e causando erupções [bolhas] por onde passa.

A herpes zoster pode aparecer em qualquer parte do corpo, comumente se revelando na lateral do tronco (das costas para o peito) e na face (em volta do olho) e, apenas em um dos lados do corpo (esquerdo ou direito).

As pessoas mais suscetíveis a esta enfermidade são aquelas com o sistema imunológico mais fragilizado: maiores de 60 anos, pacientes com AIDS/HIV ou lúpus, em tratamento quimioterápico ou que fazem uso de corticoides.

Sintomas da herpes zoster

O principal sintoma são as bolhas que aparecem pelo corpo provocando dor e coceira. Porém, a herpes zoster apresenta três fases, com diferentes sintomas cada uma:

1. Incubação

Antes mesmo do aparecimento das bolhas na pele, alguns sintomas podem acometer os afetados pela doença, podendo ou não permanecer durante a fase ativa:

  • Dor, formigamento e ardor (queimação) na região próxima aos nervos afetados. Provavelmente é nesta região que surgirão as bolhas.
  • Calafrios, acompanhados ou não de febre.
  • Distúrbios gastrointestinais (dores no estômago e diarreia).

Usualmente as bolhas despontam depois de 2-4 dias destes sintomas.

2. Fase ativa

As bolhas surgem incialmente preenchidas por um liquido claro, evoluindo para um fluído mais turvo e avermelhado (pústula) depois de 3-4 dias. Em alguns indivíduos as erupções são praticamente imperceptíveis, mesmo assim podendo ser acompanhadas dos sintomas da fase de incubação.

A dor causada pelas bolhas na pele é bastante aguda e debilitante, descrita por muitas pessoas como “agulhas penetrantes” furando constantemente o corpo. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas em Doenças Inflamatórias da USP (Crid), essa dor extrema acomete 96% dos pacientes, chegando a atrapalhar tarefas diárias, como tomar banho ou se vestir.

Herpes zoster oftálmico

Quando ocorre no rosto, a maior preocupação é em relação aos olhos (herpes zoster oftálmico). Em alguns casos a doença pode atingir o nervo ótico e levar a cegueira. Nestes casos o acompanhamento médico é feito em conjunto com um oftalmologista.

Conforme as erupções vão regredindo, uma crosta (casca) é formada em seu lugar. Sua duração é de aproximadamente 5 dias. Sendo que, a fase ativa pode durar de 2-4 semanas, gerando ou não cicatrizes.

3. Fase crônica

A fase crônica também chamada de Neuralgia pós-herpética, é uma das complicações mais comuns do herpes zoster. Ela é caracterizada por dores intensas, sensação de ardor e ultra sensibilidade ao toque no local onde ocorreram as feridas.

De acordo com o Crid/USP, cerda de 40% dos pacientes manifestam dores crônicas que podem durar de um a poucos meses, até anos após o término da fase ativa. Indivíduos com mais de 60 anos são os mais suscetíveis ao aparecimento das dores crônicas. Essas dores, muitas vezes, impedem as atividades cotidianas (comer, dormir, vestir-se), podendo levar o paciente a quadros de depressão.

Outras complicações que podem ser desencadeadas pelo herpes zoster incluem:

  • Infecções secundárias na pele, pois as bolhas acabam funcionando como uma porta de entrada para outras bactérias.
  • Complicações auditivas, quando a infecção atinge o ouvido. Em casos gravíssimos pode levar a perda de audição.
  • Diferentes problemas neurológicos, bem como, encefalite pós-herpética, meningite, mielite transversa, acidente vascular encefálico, dentre outros.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é bastante simples e se baseia na avaliação das erupções da pele e sintomas do paciente. Em alguns casos podem ser feitas biópsias das lesões para que aja confirmação da doença.

Quais os tratamentos da herpes zoster?

Basicamente o tratamento é feito à base de antivirais (Aciclovir, Betametasona, Prednisona, etc.) e analgésicos para os episódios de dor. Além disso, alguns outros cuidados devem ser tomados na fase ativa a fim de aliviar o incomodo causado pelas bolhas:

  • Tomar banhos frios ou bem frescos.
  • Lavar a região afetada com sabão neutro e sem esfregar, secando bem após a lavagem.
  • Usar roupas largas e confortáveis, permitindo a circulação de ar nas feridas.
  • Podem ser feitas compressas com camomila para aliviar a coceira, mas seque bem ao terminar.
  • Não aplique medicamentos tópicos [pomadas] sobre as feridas.

Para os pacientes com dores crônicas, o Crid/USP vem estudando a possibilidade de trata-los com bloqueadores de uma molécula específica relacionada à inflamação, o fator de necrose tumoral (TNF). Já existem registros de indivíduos que passaram pela terapia com bloqueadores do TNF e se tornaram menos vulneráveis à neuralgia pós-herpética.

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