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Tudo sobre a doença de pele que mais afeta pessoas e animais no Brasil: a ESPOROTRICOSE

Se você nunca ouviu falar em Esporotricose, pare tudo e preste bastante atenção neste artigo. A doença de pele já é considerada a micose profunda mais frequente que temos no Brasil. E é justamente por conta do desconhecimento, e por falta de campanhas de prevenção, que ela não para de crescer.

gato em tratamento de Esporotricose

A seguir você irá entender por que os animais de estimação, em especial os gatos, são as maiores vítimas e os principais transmissores da micose. Se não for detectada em seu início ela pode provocar lesões graves e irreversíveis. Conheça os sintomas, tratamentos e veja os cuidados que você deve tomar para evitar a contaminação:

O Fungo da Esporotricose está presente na natureza

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a Esporotricose já pode ser considerada um grave problema de saúde pública no país, merecendo inclusive a classificação de hiperendemia. No Estado do Rio de janeiro, por exemplo, o número de casos oficialmente confirmados  cresceu 400% em 2016 (13.536 atendimentos contra 3.253 no ano anterior).

Conhecida como “A doença do jardineiro”, ela é transmitida pelo fungo da espécie Sporothrix spp, que pode ser encontrado em plantas, no solo, em pedaços de madeira úmida e restos de palha. No Brasil há ainda uma variação específica do fungo: o Sporothrix brasiliensis.

O homem pode contrair a micose ao entrar em contato com o fungo na natureza, seja cuidando de plantas, revolvendo a terra ou ao ferir-se com uma farpa ou matéria orgânica contaminada. Entretanto, a forma mais usual de contágio é a transmissão por contato com animais contaminados, principalmente gatos.

Principais transmissores da Esporotricose

A ciência ainda não sabe explicar por que, entre os animais, os gatos são os mais suscetíveis e principais transmissores da Esporotricose. Mas acredita-se que há uma pré-disposição genética aliada aos hábitos dos pequenos felinos, que costumam remexer a terra e afiar as unhas em árvores.

Na fase inicial da doença, os gatos podem transmitir o fungo por meio de gotículas expelidas na respiração e pela saliva. Mas as formas mais comumente verificadas de contágio são mordidas, arranhões e contato direto com as feridas provocadas pela micose.

Ao contrário dos animais contaminados, que apresentam grande concentração de fungos, no homem a concentração é baixa. Não há relatos de transmissão da Esporotricose de uma pessoa para a outra.

Conheça os sintomas e lesões provocadas pela doença

A Esporotricose pode se manifestar de forma cutânea ou extracutânea (que acomete ossos e órgãos). No homem, a forma mais comum é a primeira, que atinge somente a pele, aparecendo inicialmente como se fosse uma picada de inseto. Normalmente as regiões afetadas são os membros e dedos, devido ao contato com o fungo. O nódulo provoca dor localizada.

Já nos gatos e em outros animais a micose provoca feridas profundas na pele, localizadas principalmente nas patas, que costumam apresentar pus. Essas lesões não cicatrizam sozinhas e tendem a evoluir rapidamente. O focinho também é um alvo comum e pode inclusive ser destruído pela micose. Os animais infectados também espirram com frequência e sofrem de dificuldades respiratórias.

Tipos de lesões cutâneas:

  1. Linfática: É a lesão mais frequente. Surge como um pequeno caroço doloroso, semelhante a uma picada de inseto. Depois evolui para uma ferida com eventual secreção de pus. Outros caroços podem surgir em seu entorno ou formando uma fileira.
  2. Disseminada: Na forma disseminada, as lesões se espalham pelo corpo. É mais frequente em pacientes com baixa no sistema imunológico,  como doentes renais e portadores do vírus HIV.
  3. Localizada: Nesse caso a micose pode aparecer também na boca e nos olhos. O nódulo avermelhado pode ser duro com superfície áspera ou em forma de uma ferida aberta.

Tratamento e dicas de prevenção da Esporotricose:

O diagnóstico da Esporotricose é feito por meio de exame clínico, com confirmação laboratorial. Em geral, a doença não é considerada grave, mas pode levar a quadros severos e até à morte se não tratada. O ideal é procurar um dermatologista, ou um veterinário no caso dos animais, assim que os primeiros sintomas apareçam.

O tratamento é feito à base de antifúngicos, que podem ser conjugados com outras medicações conforme orientação médica. A terapia pode levar meses, dependendo do grau de evolução da doença. Mas se o tratamento não for interrompido, a cura total é atingida em mais de 90% dos casos.

Confira as dicas a seguir:

  • Use luvas e roupas apropriadas ao mexer com terra, plantas e locais que possam estar contaminados com o fungo
  • Se você tem um gato doméstico, evite que ele passeie livremente pela rua. O contato com locais ou outros animais contaminados pode infectá-lo
  • Em caso de suspeita, leve seu animal de estimação a uma clínica veterinária. A maioria delas já sabe como diagnosticar e tratar a Esporotricose.
  • Evite contato direto com gatos que vivem na rua. Mas se notar feridas em algum animal de rua tente levá-lo a um veterinário ou notifique o órgão responsável pelo controle de zoonoses da sua cidade.
  • Se o seu animal de estimação for diagnosticado com Esporotricose, isole-o durante o tratamento e use luvas para manuseá-lo e aplicar os remédios receitados pelo veterinário. Convém também procurar um dermatologista para descartar a sua contaminação e de membros da família que convivem com o animal.
  • Jamais abandone um animal porque ele ficou doente. Lembre-se de que a Esporotricose tem cura e tratamento. Abandonar um animal infectado, além de ser desumano, coloca outras pessoas e animais em risco.
  • Se um animal infectado morrer, não o enterre. O corpo dele pode infectar o solo e contaminar outras pessoas e animais. O mais recomendado é a cremação.

E você? Já conhecia a Esporotricose? Os profissionais de saúde costumam dizer que o maior inimigo da Esporotricose é o desconhecimento da população sobre a doença. Portanto, agora que você já conhece as formas de prevenção, compartilhe este artigo e ajude a combater a doença.

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