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Câncer de Pulmão: um cigarro a menos pode fazer toda a diferença!

O câncer de pulmão pode ser definido como um tumor maligno que tem início em um dos pulmões. No Brasil são diagnosticados mais de 150 mil casos por ano. Sendo que, em média, a taxa de sobrevida após o diagnóstico é de apenas 5 anos.

Apesar de ser um dos tumores malignos mais comuns do mundo, o câncer de pulmão é potencialmente evitável. O tabaco é o maior vilão da história, cerca de 90% dos pacientes são fumantes ou ex-fumantes. E os homens são ainda mais afetados do que as mulheres.

Mas, como ocorre o câncer de pulmão?

câncer de pulmãoAssim como em outros tipos de câncer, primeiramente as células devem ser expostas a fatores de risco, por exemplo o tabaco. Essa exposição vai provocar uma série de mutações gênicas em células saudáveis, fazendo com que elas passem a se multiplicar descontroladamente. É, então, formado um aglomerado de células “anormais”, o tão temido câncer.

Outro fator que podo ocorrer, são algumas células anormais se soltarem do tumor inicial e, começarem a se multiplicar em outras partes do pulmão ou em outros órgãos do corpo, gerando metástases.

O cigarro possui, nada menos, do que 4 mil produtos químicos dos quais 60 são agentes carcinogênicos. Quando a pessoa é fumante o seu pulmão fica inundado por estes agentes carcinogênicos, que aos poucos, vão provocando lesões nas células internas deste órgão – a exposição a fatores de risco.

Inicialmente a nossa capacidade de regeneração celular dá conta do recado, mas conforme a pessoa permanece fumando as células não são mais capazes de se regenerar e surgem alterações permanentes, levando ao processo cancerígeno.

O tipo de cigarro faz diferença?

Cigarros, charutos, cachimbos, “palheiros”, não importa! Definitivamente qualquer tipo de substância que contenha tabaco pode aumentar potencialmente suas chances de adquirir este mal. Acredite ou não, até mesmo a goma de mascar com tabaco.

Além disso, a quantidade de unidades fumadas por dia (carga tabágica) e, o período de tempo que você permanece fumante também contribuem, e muito, para propagação da doença.

Quanto aos fumantes passivos, tomem cuidado! O tabagismo passivo aumenta em 25% a chance de um indivíduo desenvolver câncer de pulmão, se comparado a alguém que nunca fumou.

Somente o tabagismo leva ao câncer de pulmão?

Infelizmente não! Ele é sim o maior agente cancerígeno, mas existem outros fatores de risco:

câncer de pulmão

  • Exposição a agentes químicos, como asbesto, arsênio, amianto, cadmio, cromo ou sílica.
  • Inalação de quantidades exacerbadas de poeira e poluição.
  • Histórico familiar (fatores genéticos).
  • Sistema imunológico fragilizado ou pacientes com outros tipos de cânceres.

Mas nem de longe esses outros fatores são tão preocupantes quanto o tabagismo ativo ou passivo.

Quais os sintomas do câncer de pulmão?

O câncer de pulmão apresenta sintomas semelhantes aos de outras doenças do trato respiratório. Além disso, a gravidade dos sintomas pode estar relacionada ao grau de desenvolvimento da doença. Por isso mesmo, dificilmente ele é diagnosticado nas fases iniciais.

Os pacientes podem apresentar:

  • Tosse (com ou sem sangue)
  • Chiado no pulmão
  • Insuficiência respiratória
  • Dores no tórax
  • Dificuldade de deglutição
  • Emagrecimento repentino e falta de apetite
  • Fadiga
  • Dores de cabeça, nos ossos e nas articulações
  • Enjoos e vômitos (com ou sem sangue)

Como é feito o diagnóstico e quais são os tratamentos indicados?

Se você está exposto a qualquer um dos fatores de risco deve ficar ligado nos sintomas! Como já foi dito, por serem semelhantes aos de outras doenças, muitas vezes as pessoas os ignoram e perdem a chance de um diagnóstico precoce.

Os exames mais usados para confirmar a doença são: radiografia simples do tórax, tomografia computadorizada, tomografia por emissão de pósitrons (PET-TC), cintilografia óssea e broncoscopia. E, no caso de aparecer alguma alteração em qualquer um deles, biópsia pulmonar [com agulha ou cirúrgica].

O tratamento do câncer de pulmão é bastante maçante, ele exige toda uma equipe de especialistas, como oncologistas, cirurgiões, radiologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, etc. Somando-se a isso, somente 10-20% dos pacientes são candidatos a cirurgia de retirada completa do tumor, e, ainda assim, nem todos se recuperam completamente.

Os tratamentos comumente utilizados para combater este mal, melhorar a qualidade de vida ou aumentar as chances de sobrevida são: radioterapia, quimioterapia, combinação de radio e quimioterapia e, em casos de metástase podem ser incluídas medicações orais [terapia alvo].

Como se prevenir desta doença?

Talvez essa seja a pergunta primordial. E sua resposta é bastante óbvia: evite qualquer tipo de tabagismo. Ou seja, pare de fumar! Caso você não seja fumante, fuja deles. Como já foi dito, o tabagismo passivo também oferece riscos.

Se você fuma, faça acompanhamentos médicos frequentemente para que o câncer não seja diagnosticado tardiamente.

Existem evidências que suplementos de betacaroteno em fumantes intensos podem diminuir o risco do câncer de pulmão, principalmente para os que consomem mais de dois maços por dia. Porém, nenhum método é mais eficaz que o abandono do vício.

Você sabia que, juntando-se ao câncer de pulmão, o tabagismo é responsável por mais aproximadamente 50 doenças? Incluindo cânceres na boca, faringe, laringe e esôfago.

Só aqui no Brasil, o hábito de fumar provoca 200 mil mortes por ano, são 23 pessoas mortas por hora (impressionante né?!). Assim, abandonar o cigarro pode ser uma das melhores decisões que você já tomou na vida, não somente pelo câncer de pulmão, mas pela sua saúde e disposição física no geral. Não deixe para amanhã, um cigarro a menos pode fazer toda a diferença!

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